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Eles Passam Quase Invisíveis e Fazem uma Diferença Gigante no Evento

Os Doadores são voluntários importantíssimos no funcionamento de eventos como a Imersão 8Ps; são das mais variadas profissões e histórias de vida, muitas, inclusive, de superação 

Por Verônica Guimarães | Jornalista da 8Ps

Se você já esteve em algum evento, de qualquer tipo, não apenas aqui na Imersão 8Ps, você já deve ter percebido a presença do pessoal que dá suporte a absolutamente tudo e em todas as áreas relacionadas à realização do acontecimento. São os staffs! Geralmente, pessoas que dedicam parte do seu tempo à doação de corpo e alma para que o evento saia o mais perfeito possível. Aqui, no caso, eles são chamados Doadores, nome justo à execução da atividade. 

Nessa Turma 40, especificamente, são trinta os selecionados. Vieram de localidades diferentes do país, de São Paulo à Capital do país, passando por estados do nordeste e até mesmo de nacionalidade que não a nossa: temos entre eles um angolano! As atividades profissionais também são das mais diferentes, “nessa edição do treinamento, temos Imersos 8Ps, ou seja, empresários e empreendedores que optaram em participar do evento se doando à sua realização como forma de gratidão; temos um professor, gente em transição de carreira e até mesmo uma fazendeira!”, declara, Rosana Kassamatsu, sócia proprietária da Imersão Experience, empresa responsável por liderar esse serviço. 

No caso dos Doadores que participam da Imersão 8Ps, o processo de seleção requer alguns itens específicos que já fazem por si só com que a triagem aconteça de maneira natural, conforme conta Rosana. “Nossa empresa tem muita ligação com a maneira de pensar do Conrado Adolpho, optamos sempre por pessoas que também tenham essa mesma sinergia e que optem em estar conosco por sua doação em realizar o evento mesmo. Pessoas que cumpram o propósito da entrega, da melhoria contínua, do respeito pelas diferenças e sem o menor julgamento”, completa. 

A diferença que não existe por aqui 

Esse é o caso de Gilberto dos Reis, o Gil, que veio da Baixada Santista. Com deficiência de mobilidade, ele, que já havia estado em eventos similares à Imersão e também foi um imerso, percebeu o respeito e o carinho em que os staffs tratavam os participantes. Para ele, o envolvimento com o mundo do empreendedorismo faz com que o indivíduo se perceba melhor no mundo em que está inserido e deixe de pensar de maneira mais exclusivista e passe a olhar mais no todo. “São histórias das mais diversas, ideias fantásticas de empreendedores que tem juntos a vontade de mudar o mundo. E, quem está na ‘caixinha’ não tem consciência do universo que existe no mundo do empreendedorismo. Já temos, minha esposa e eu, no nosso DNA uma doação ao outro que é nossa. Aqui, isso só se expandiu e nós sentimos a necessidade em nos transformarmos em doadores da Imersão também. Já estivemos nas turmas 38 e 39 e hoje estamos aqui na 40 também. Enquanto tivermos essa oportunidade, vamos participar das demais. É um crescimento interno muito grande. Encontramos nossa turma”, garante. 

Já ela, a esposa de Gil, Geni Balbino dos Reis, afirma que o sentimento da atuação dos staffs no evento é de amor ao próximo. “Não tem como olhar de outra maneira. Fiquei encantada com o comportamento deles, a acolhida e a excelência em atender bem. Percebi também como o Gil, sofrido, se sentiu tão bem tratado e incluso. Ele se abriu à nova oportunidade. Quando estamos próximos aos eventos, ele tem crise de ansiedade de tão feliz que fica. Então, topei, junto a ele, participar como doadora e fazer parte dessa oportunidade de mostrar meu amor ao próximo”, diz ela. 

“Eu atuei por quase 30 anos em fábrica, naquela vida mais formal do mundo corporativo. Depois de me aposentar fui em busca de alguns cursos com o objetivo de não parar com as atividades. Foi então que fiz um curso de coach e me indicaram a Imersão do Conrado Adolpho. Foi então que participamos, minha esposa e eu, da turma 37. Aqui, o mundo acontece de maneira diferente, a atividade e o treinamento a todo instante faz com que você fique envolvido com uma energia que não vê o tempo passar. E essa experiência é de um mundo à parte do que o que vivemos no nosso dia a dia”, comenta. “E como parte do evento, me sinto, mesmo que apenas entregando uma folha de papel, contribuindo com um plano maior de mudança do planeta como um todo”, conclui.